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Palestras


Encontrar o outro pelo olhar de Aquiles
Nesta sessão, com José Pedro Serra, partimos do encontro entre Príamo e Aquiles, na Ilíada, mais concretamente do gesto de Príamo, que se ajoelha e beija as mãos do homem que matou o seu próprio filho, e da resposta de Aquiles, que, lembrando-se do próprio pai, lhe devolve o corpo de Heitor.
Este momento, marcado pela hospitalidade e pela descoberta do outro, revela uma profunda dimensão da humanidade, desafiando-nos a questionar que lugar resta, hoje, para este tipo de enc


Quando a infância está em risco: da Grécia Antiga aos nossos dias
Este evento já se realizou! Divulgação da sessão: No próximo dia 27 de maio, às 18h30, o Heureka – Clube de Leitura tem o prazer de anunciar mais um encontro, desta vez dedicado ao tema “Quando a infância está em risco: da Grécia Antiga aos nossos dias”. A sessão contará com a participação de Ana Alexandra Alves de Sousa, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e de Dulce Rocha, Procuradora da República jubilada e ex-Presidente da Direcção do Instituto de


Estranhos e Livres: os bárbaros no Império Romano Tardio
O final do século IV e o início do século V constituíram, para o Império Romano, um período de profunda perturbação política, religiosa e militar. Destaca-se, nesse contexto, a intensa pressão exercida sobre as fronteiras, em particular no Oriente, devido às movimentações - migrações e invasões - de povos designados como "bárbaros" em direção ao Ocidente romano, movimentos que se revelariam decisivos para a reconfiguração do Império nos séculos subsequentes.


SESSÃO CANCELADA: O Direito de Asilo na Antiguidade
Na Antiguidade, várias culturas mediterrâneas previam espaços de refúgio e asilo que funcionavam, sobretudo, como mecanismos de proteção, legalmente reconhecidos (porque, não raramente, também associados ao sistema religioso), de indivíduos ou grupos sob perseguição. Em Israel, o Direito reconhecia as chamadas Cidades de Refúgio. Na Grécia, templos e santuários, assim como atos (súplica) providenciavam essa proteção. Em Roma, ao próprio Capitólio eram reconhecidas essas prerr


Os bárbaros somos nós? Orientalismo, Teatro e Estereótipos
Quando começa o Oriente? Ou, talvez mais precisamente: como começa o Oriente – e para quem? Palestra Heureka com Maria de Fátima Silva: Orientalismo, Teatro e Estereótipos.


A gestão política da morte: de Antígona à Palestina
Sessão sobre Antígona, de Sófocles, a partir da encenação de Hakim com actores da Palestina, refletindo sobre exclusão, negação do luto e a gestão política da morte.


Lugares de acolhimento
Cada tradição desenvolveu linguagens próprias da hospitalidade, que articulam a relação com o outro, com o sagrado e com a comunidade. Ao reunir diferentes vozes religiosas, esta sessão convida-nos a pensar a hospitalidade não apenas como protocolo ou virtude individual, mas como prática espiritual e política de abertura ao mundo, num tempo marcado por migrações forçadas, ruturas, e muros — visíveis e invisíveis.


O olhar de Medusa: a vítima transformada em monstro
A partir da metamorfose de Medusa, o Heureka – Clube de Leitura promove uma reflexão sobre as representações da violação, da violência e da vitimação. Ao colocar em diálogo o mito e o Direito, esta sessão propõe uma reflexão sobre a construção das personagens em julgamento, sobre quem tem o poder de definir quem foi ou não vítima de violação, e da própria vitimação.


Das suplicantes da Grécia Antiga aos refugiados contemporâneos
O que significa acolher quem resiste? A peça de Ésquilo desafia-nos a pensar a ética do acolhimento: abrir fronteiras e reconhecer a humanidade onde ela é negada. Para esta reflexão convidámos Fotini Hadjittofi, professora de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, e Sara Barros Leitão, actriz, encenadora e dramaturga, que em setembro apresentou uma adaptação contemporânea de Suplicantes. Juntas, ajudam-nos a cruzar olhares sobre uma questão tão antiga quanto urgente.


A sagrada hospitalidade
Colocar tradições em diálogo é reconhecer que, em diferentes culturas, a hospitalidade não é apenas uma prática social, mas um gesto carregado de valores éticos, religiosos e políticos: ela define a forma como nos relacionamos com o Outro e, nesse reflexo, como nos reconhecemos e situamos dentro da comunidade humana.


Antígona: Desobedecer é preciso
Antígona , de Sófocles, é uma tragédia com mais de dois mil anos que continua a interpelar-nos profundamente. A sua força reside na universalidade das questões que levanta: a tensão entre a lei e a justiça, a obediência e a consciência individual, o poder e a ética. A voz de Antígona ressoa com particular intensidade, lembrando-nos da importância de resistir, de questionar e de pensar criticamente o que é justo. Um evento em comemoração da Liberdade, que abre com a declamação


Clássicos em Diálogo: Liberdade e Democracia - o que podemos aprender com os antigos.
"A liberdade e a democracia não são valores garantidos. O mundo – atual e antigo – passa regularmente por mudanças que nos fazem pensar sobre o nosso papel para a manutenção dos valores que queremos preservar. O conhecimento dos textos antigos permite, em ambientes aparentemente pouco criativos como parece ser, por exemplo, o da administração pública, um olhar esclarecido e compassivo na relação que se estabelece com os Outros." (Adriana Freire Nogueira) Adriana Freire Nogue


A Crítica da Democracia Grega pelos seus Contemporâneos
"Apesar da sua idealização e até sublimação por muitos, a verdade é que o regime democrático ateniense não foi entendido como uma proposta positiva absoluta, havendo muitos gregos da Antiguidade Clássica, de Eurípides a Aristóteles, passando por Platão, que o criticaram de forma assertiva. Esta comunicação pretende analisar alguns desses casos, valorizando as fontes que os transmitiram." (Nuno Simões Rodrigues) Nuno Simões Rodrigues Professor Associado da Faculdade de Letras


Clássicos em Diálogo: Democracia e Liberdade na Antiguidade
"O termo 'democracia' remete para o alargado contexto (político, social, filosófico, cultural...) da Atenas do século V a.C.. Momento fundador, a ele se tem regressado desde a modernidade, problematizando-o e interrogando-o, na demanda de uma inspiração para a construção de uma sociedade mais harmoniosa. Já a questão da 'liberdade' atravessa toda a cultura grega, afirmando-se como uma das questões centrais do teatro, da filosofia, da religião e do pensamento político. Nesta b
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